Dance Box - Drumagick

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Dance Box, terceiro álbum dos “veteranos” Drumagick, traz diversidade e riqueza musical em disco duplo


Por Claudia Assef – autora do livro “Todo DJ já Sambou”


Sem embromation, o título do novo disco da dupla paulistana Drumagick cumpre o que promete: o CD “Dance Box” é tipo uma caixinha feita sob encomenda para quem quiser dançar, independentemente do ritmo.


Misturando sons sintéticos (programações eletrônicas) e orgânicos (o disco está repleto de músicos convidados), as 14 faixas de “Dance Box” mostram o quanto os anos de viagens pelo mundo - além da incrível precocidade dos irmãos JrDeep (32) e Guilherme Lopes (28) - deixaram o Drumagick mais maduro.


Apesar da pouca idade, Junior e Gui são veteranos da música eletrônica nacional. Estavam lá quando, no final dos anos 90, o drum’n’bass brasileiro estourou mundo afora. Aliás, uma de suas músicas, “Easy Boom”, com sample de Jorge Benjor, foi uma das peças-chave do som que, lá fora, ganhou o nome de Brazilian drum’n’bass.


“Dance Box” é o terceiro álbum desta duplinha que já acumula mais de 60 lançamentos (entre singles, remixes e participações) no mundo todo. Apesar de prolíficos, eles não abrem mão do perfeccionismo. Para este novo disco, por exemplo, até os instrumentos gravados por outros artistas sofreram reprogramações. “Quando gravamos com os convidados, as músicas ainda não tinham arranjo então o que precisávamos modificar foi reprogramado. Sampleamos as gravações originais para preservar a sonoridade inicial e complementamos com instrumentos virtuais, para chegar à sonoridade que queríamos. Ou seja, um híbrido de acústico e eletrônico”, explica Gui, como se o processo todo fosse a coisa mais simples do mundo.


Entre as participações estão nomes do primeiro time da MPB e da música eletrônica: Clara Moreno, TC Izlam, Dynamite MC, Fernanda Porto, Helena Cutter, Ernesto, Zulu Nation, Mark de Clive Lowe, Lizzie Rendall e os músicos Kuki Stolarski e Zé Nigro.


Na hora de conceber o disco, a idéia era criar algo que fosse totalmente novo, mas com identidade. “No disco, as pessoas vão ouvir novidades do Drumagick junto com a essência musical que temos, seja ela boa ou ruim para quem ouvir”, dizem os irmãos.


Dessa busca pelo novo, nasceu um disco freestyle com bastante influência das músicas negra, brasileira e latina. As faixas "Dry Your Eyes" e "Baby", por exemplo, têm atmosfera de samba jazz com drum’n’bass, enquanto "The Way You Stay" é cheia de influências afro. "Viva Ed" tem pegada de funk, percussão afro e uma linha de baixo que leva a um som difícil de classificar. “Dance Box” tem até elementos de salsa passeando de forma mais explícita em algumas faixas.


“Essas influências vêm de tudo o que gostamos. Ouvimos os mais inimagináveis estilos ao longo desses anos de trabalho com o Drumagick (são 19 anos para JrDeep e 16 para Gui). Resolvemos que colocaríamos todas as nossas influências neste trabalho”, diz Gui.


Entre essas influências há tanto espaço para sons “contemporâneos ao cubo”, como Deadelus, Dimlite e Flying Lotus, quanto para clássicos da grandeza de Moacir Santos, Stan Getz, Lee Morgan, Ed Maciel, Jimmy Smith, Raymond Scott, Hermeto Pascoal e Wilson das Neves.


Muito antes de ser uma dupla musical, Gui e Jr são irmãos e, como tal, obedecem a uma espécie de hierarquia familiar. “Nós temos um bate-bola bem legal, mas quem manda mais é o Jr, porque ele é o mais velho”, diverte-se o caçula. “Trabalhamos de forma segura assim, é um direcionamento sadio e com muito respeito”, conclui.


Boa parte dos convidados de “Dance Box” chegaram até o Drumagick por meio de indicações de amigos. Foi assim com Clara Moreno, indicada pelo produtor Dudu Marote para cantar na faixa que abre o disco, “La Musique”, e também em “El Magnifico”. Dudu também indicou Helena Cutter, que acabou gravando os vocais de "Me Espera".


O cantor Ernesto, que escreveu as letras e gra-

e material para contratantes:

Capa do CD em alta resolução - downloaddanceboxalbum_files/dance_box_capa_alta_1.pdf
Foto Drumagick em alta resolução - downloaddanceboxalbum_files/dance_box_drumagick_alta_1.pdf
Release do disco em PDF - downloaddanceboxalbum_files/Dance_Box_Release_Longo.pdf
Release do disco em DOC - downloaddanceboxalbum_files/Dance%20Box%20-%20Rel%20Longo.doc
Bio do Drumagick - downloaddanceboxalbum_files/Drumagick%20Bio%20Nov09%20Port.doc
Logo Drumagick - downloaddanceboxalbum_files/drumagick_logo_1.jpg
Fotos - downloaddanceboxalbum_files/Drumagick_Pictures.zip

vou os vocais de “Dry Your Eyes” e “Baby”, foi uma indicação do agente dos meninos em Londres (Nick Mathews) e de Frank Siccardi, do selo italiano Irma Records. “Nunca nos encontramos pessoalmente, mas falamos muito pela internet. Enviamos as faixas instrumentais, ele escreveu as letras, gravou as vozes e mandou pra gente. Trocamos algumas idéias até as músicas chegarem a um estágio legal”, contam os meninos. Coisa parecida aconteceu com a parceria virtual deles com a cantora Lizzie Rendall, que aparece em "Floating Free".


Com o MC Dynamite e o pianista Mark de Clive-Lowe a coisa foi diferente. “Nos conhecemos durante o Troca Brahma, projeto que levou nossa banda para uma turnê por Inglaterra e Escócia. Desse encontro, gravamos umas 20 músicas, entre elas ‘The Drummer’ e ‘The Way You Stay’, que estão em ‘Dance Box’. Depois convidamos eles para regravarem suas partes para o nosso álbum”, detalham.


O MC TC Izlam e a galera da Zulu Nation foram introduzidos ao “Dance Box” através do amigo Carlos ‘Soul’ Slinger. “Eles fizeram uma visita aos estúdios onde na época funcionava a escola Beatmasters (da qual os irmãos eram sócios) e gravaram ‘Ride’, com TC, e ‘In The Club’, com a galera toda. Nosso grande amigo Carlos Slinger foi quem proporcionou esse momento, dizendo que os caras estavam na área e perguntando se a gente queria recebê-los em nosso estúdio”, contam.


Parceira de longa data, Fernanda Porto procurou os meninos na escola que eles mantinham (Gui e Jr têm uma longa reputação como professores de produção e discotecagem), em 2008, para aprender a usar o software de produção Ableton Live. “Eu acabei entrando na banda dela como DJ. Demos uma cópia do disco ainda em fase de arranjos pra ela, e acabou rolando essa ótima parceria de ‘Olinda Vibes’”, conta JrDeep.


Como ficaram marcados como parte do movimento Brazilian drum’n’bass, pergunto se há uma cobrança por fazer o Drumagick soar brazuca. “Não condicionamos nossa obra em torno disso, a identidade brasileira aparece naturalmente, assim como a variedade de idéias. É difícil de classificar muitas coisas das que fazemos ultimamente”, dizem.


O disco que você tem agora em mãos traz a versão original de “Dance Box” e um disco de remixes para a pista de dança. No Brasil, o formato em CD duplo é um lançamento da BMR Music em parceria com a Bralli Records. Singles em vinil também estão programados. Serão lançados pela distribuidora inglesa NuUrban Music. O primeiro deve trazer as músicas "The Drummer [Killa B-Line Mix]" e "Dry Your Eyes [Original]", que vêm sendo tocadas por Gilles Peterson, DJ Hype, Makoto, Marky, Bryan Gee, Towa Tei, entre outros.


Claro que as versões digitais do álbum e dos remixes também estão na agulha. Serão lançadas nos formatos MP3 e wav nas principais lojas internacionais, com direto a edits, extended, acapellas e “DJ tools" de cada música.


Não importa o formato que você ouça, o que fica da audição de “Dance Box” é que o Drumagick não é mais o mesmo. Mas nunca foram tão Drumagick! E isso só pode ser uma boa notícia.


Contatos: www.bmrmusic.com.br  -  info@bmrmusic.com.br

Drumagick: www.drumagick.com  -  drumagick@gmail.com

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Download aqui o “In Da House” mix set 2010 Europa e Americas Tourhttp://www.bmrmusic.com.br/drumagick_mixes/drumagick_InDaHouse_mix_April2010.mp3
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Download aqui o “Drum’n Bass” mix set 2010 Europa e Americas Tourhttp://www.bmrmusic.com.br/drumagick_mixes/drumagick_dnb_mix_April2010.mp3